[Resenha] O Natal de Poirot, de Agatha Christie

2400 Autor: Agatha Christie

Tradução: Vânia de Almeida Salek

Editora: Nova Fronteira

Lançamento: 2003

Páginas: 224

“Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas.

Parece que todos tinham suas razões para detestar o velho…”

Fonte: Contracapa do livro “O Natal de Poirot”.

Resumo: Era uma típica reunião de família para o Natal, com toda a família reunida mesmo a desagrado de alguns. O que todos não esperavam, era que durante essa reunião, na véspera de Natal, Simeon Lee seria assassinado, encontrado no seu quarto numa poça de sangue, com a garganta degolada. Uma época estranha para cometer um crime, de acordo com o coronel Johnson:

“- Você pensa, então – murmurou “Hercule Poirot” -, que o Natal é uma época pouco propícia ao crime?

– Exatamente.

– Por quê?

– Por quê? – Johnson ficou um pouco desnorteado.- Bem, como acabei de dizer… época de comemoração e tudo mais!

– Ah, os britânicos… são tão sentimentais!”

Coisa que eles, Johnson e Hercule Poirot, que estava ali para passar o Natal com seu amigo, descobrem durante a sua conversa que um crime parecido tinha acontecido naquela noite, e que eles tinham sido chamados para investiga-lo. Mas seria um caso mais complicado, pois todos da família que estavam ali tinham seus motivos para querer assassinar o velho Simeon. Tendo pistas que apontavam para uns e outras que apontavam para outros.

Um caso cruel e inesperado, bom para os que gostam de um “assassinato dos bons, violento e cheio de sangue” de acordo com Agatha Christie. Mas que eu indicaria a todos, pois tem um história envolvente, em que você quer ler o mais rápido possível para saber quem cometeu aquele crime em meio a tantas suspeitas, em que você vai tentando descobrir qual dos suspeitos é o verdadeiro assassino, como se estivesse participando da investigação. Tendo também, um final inesperado, mesmo tendo uma confusão de pistas que apontavam para fulano e outras para ciclano, fazendo uma intriga na mente do leitor sobre de quem suspeitar.

Eu, ao ler esse livro, no inicio, achei um pouco demorada aquela introdução dos personagens, que fala um pouco de como eles são, antecedendo também o provável motivo de que cada um dos personagens teria para assassinar o velho, pois gosto mais da parte da ação. Porém, isso é uma das coisas que deixam esse livro mais interessante de se ler, pois isso vai  nos deixando quase cegos e curiosos para tentar descobrir quem é o verdadeiro assassino, aumentando o nosso número de suspeitos, e intrigando-nos, exercitando a nossa mente a prestar atenção em cada detalhe, e a seguir a lógica do detetive em questão.

Ah, mas uma das coisas de que mais gosto nesse livro, é o incrível modo ao qual o crime foi executado, e, apesar de parecer tão complexo, Hercule Poirot consegue soluciona-lo de forma simples, com uma linha de pensamento a qual ninguém tinha imaginado, mesmo tendo tantos suspeitos com bons motivos para terem cometido aquele crime.

Sendo este livro parte de um dos meus gêneros favoritos e por vários outros motivos, eu super recomendo que leiam ele. Vale muito a pena ler um bom clássico desses.

Classificação: ★★★★★

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