[Resenha] Os Arquivos de Sherlock Holmes – Parte 2

Continuação de “Os Arquivos de Sherlock Holmes – Parte 1″…

  • Os Três Frontões:
  • Narrador: Watson
  • Em uma manhã, S.H. e Watson receberam a visita inesperada de um homem negro, que pelo visto estava com muita raiva, e lhes avisava ” […] Um amigo meu tem interesse pelos lados de Harrow. […] Ele não quer que ninguém atravesse o seu caminho. […] Se o senhor se intrometer, acertaremos as contas. […]”. Isso em relação à uma carta que uma senhora que morava pelos lados de Harrow, tinha enviado à Holmes. Que dizia que coisas estranhas estavam acontecendo na casa dela, como o fato de um agente imobiliário ter lhe feito uma proposta de vender casa a seu cliente, com tudo o que tinha dentro da casa. Algo muito estranho, pois tinha varias outras casas semelhantes àquela, que estavam a venda.
  • O soldado pálido:
  • Narrador: Sherlock Holmes
  • Em um certo dia, do mês de janeiro de 1902, S.H. recebeu uma visita do sr. James M. Dodd. Esse lhe pedia ajuda para encontrar o seu amigo que havia conhecido no exercito, na África do Sul, e que, inusitadamente, sumiu sem dar noticias após um evento de guerra. O sr. James, preocupado, tentou falar com a família de seu amigo, a qual lhe disse que seu amigo, Godfrey, tinha ido em uma viagem ao redor do mundo. Mas enquanto James passava uns dias na casa da família de Godfrey, achou muito estranho o seu amigo ter aparecido na sua janela, parecendo um fantasma.
  • A juba do leão:
  • Narrador: Sherlock Holmes
  • Um tempo depois de se aposentar, em uma bela manhã, ao sair para dar uma volta pela praia, S.H. presencia a vinda de um conhecido seu que, instantes depois, caiu morto no chão, isso logo após ele ter saído de uma lagoa. E apesar de estar aposentado, Holmes ajudou na investigação do caso, que acabou descobrindo algo incrível que muitos nem imaginariam ser a causa daquelas mortes.
  • O fabricante de tintas aposentado:
  • Narrador: Watson
  • “[…] A velha história, Watson. Um amigo desleal e uma esposa inconstante. Parece que Amberley”, o fabricante de tintas aposentado,” tem uma mania na vida: o jogo de xadrez. Não longe da casa dele, em Lewisham, mora um médico jovem que também joga xadrez. […] Ernest”, o médico jovem, ” visitava a casa frequentemente e a consequência natural foi que nascesse entre ele e a sra. Amberley uma intimidade. […] Os dois fugiram na semana passada, com o destino ignorado. Mais, e ainda pior, a esposa infiel levou o cofre de documentos do velho nas suas bagagens, com boa parte das economias que ele havia feito durante a sua vida. Podemos encontrar a senhora? Podemos recuperar o dinheiro? O problema é trivial até agora, mas vital para Josiah Amberley.” Será?
  • A inquilina de rosto coberto:
  • Narrador: Watson
  • Numa manhã do fim do ano de 1896, Watson recebeu um bilhete de Holmes, dizendo-lhe para que fosse a Baker Street imediatamente. Quando Watson chegou a Baker Street, havia uma senhora sentada em frente a Holmes, que pedia que fossem até a sua pousada, pois havia uma inquilina lá que gostaria de falar com Sherlock Holmes. Ela já estava com a saúde não muito boa, e precisa de alguém para revelar o segredo de um caso que esconde há anos.
  • O velho solar de Shoscombe:
  • Narrador: Watson
  • Preocupado com o seu patrão, oSr. John Mason foi procurar S.H. em busca de ajuda, pois o seu patrão, Sir Robert, havia ficado louco. Isso se deve ao fato de Sir Robert, não estar dormindo mais a noite, desce toda hora à cocheira, seus olhos estão sempre transtornados. Sem contar que deu o spaniel que a irmã amava tanto, algo muito estranho, pois sempre se dera bem com sua irmã. Mas o fato mais estranho era o de o Sir Robert estar descendo toda noite à cripta “mal-assombrada” de uma igreja velha.

Desde a primeira vez que eu li um livro do Sherlock Holmes, foi amor à primeira vista. Amo muito mistérios e recomendo a todos para que leiam Sherlock Holmes. Mas voltando a falar deste livro em especial…

É um livro ao qual o leitor se vê obrigado a ler o mais rápido possível para saber o que acontece no final, e ao decorrer da história vai tentando descobrir quem cometeu o crime, desvendando o mistério como se estivesse presente na história, fazendo parte dela, o que deixa o livro mais emocionante, te surpreendendo a cada conto com um novo mistério. Podendo mudar seu ponto de vista ao longo do texto. Com um final muitas vezes surpreendente, totalmente diferente e inusitado. Tendo em muitos, cenas cômicas apesar de um contexto trágico, como este:

” – […] Estou esperando algo esta noite.

– Esperando o quê?

– Ser assassinado, Watson.

– Não, não, você está brincando, Holmes.

– Até mesmo o meu limitado senso de humor pode criar brincadeiras melhores que essa. Mas, enquanto esperamos a minha morte, um pouco de conforto não é proibido, não é? […]” – A pedra Mazarino

São histórias curtas e que podem ser lidas na ordem em que você preferir. Uma das que gostei mais foi A juba do leão, pois apesar de tudo apontando para aquele caminho Holmes toma outro totalmente diferente que o leva a solução daquele mistério, descobrindo a verdadeira causa daquelas mortes.

Outro conto que vale a pena mencionar é A inquilina de rosto coberto, que é uma das histórias mais curtas e que parece não apresentar uma trama muito emocionante. Logo que terminei de ler não achei nada excepcional, mas depois de refletir mais a respeito, percebi que apesar de não ter aquela tão esperada emoção da grande evolução de descobertas de pistas nos levando à solução do crime, ela conta a revelação do que tinha acontecido no que todos achavam ter sido um acidente, um caso não solucionado pela polícia.

Classificação: ★★★★★

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