[Resenha] Doctor Who: 12 doutores, 12 histórias – Parte 2

Continuação de “[Resenha] Doctor Who: 12 doutores, 12 histórias – Parte 1″…

Sétimo Doutor: O Efeito de Propagação

Autor: Malorie Blackmann

O Doutor e sua companheira Ace estavam presos na TARDIS, em um Plexo Temporal ao qual não conseguiam sair. Mesmo o Doutor tentando dar um jeito na TARDIS para eles saírem de lá, eles não obtinham sucesso. Até que o Doutor teve uma ideia maluca. Mas mal sabiam eles onde isso ia dar.

Oitavo Doutor: Esporo

Autor: Alex Scarrow

O Doutor havia pousado no deserto de Nevada, EUA. Lá se deparou com um jovem soldado o com o major Platt, os quais lhe contaram que coisas estranhas estavam acontecendo na cidade. Um patógeno estava contaminando e matando rapidamente as pessoas que ele encostava. E o único jeito de descobrir como acabar com isso, era entrando na cidade, que estava cheia dessa tal coisa.

Nono Doutor: A Besta da Babilônia

Autor: Charlie Higson

O Doutor estava perseguindo algo, quando foi parar em um outro planeta. Lá conseguiu capturar aquela coisa, que na verdade se parecia com um gigante. Mas ao captura-lo ele acabou perdendo a orbe, a qual lhe era muito necessária, que tinha sido encontrada logo depois por Ali, a qual disse que só a devolveria se pudesse ir junto para derrotar a outra coisa que o Doutor havia desencadeado ao usar aquela orbe. E assim foram eles atrás daquele outro gigante que estava a caminho da Terra.

Décimo Doutor: O Mistério da Cabana Assombrada

Autor: Derek Landy

O Doutor e sua nova companheira Martha Jones acabaram pousando em um lugar em que não se era possível pousar. Após sair da TARDIS e conversar com algumas crianças que estavam passando ali, Martha chegou a conclusão de que aquilo fazia parte de um livro que tinha lido em sua infância. Mas era tecnicamente impossível eles estarem em um livro, então, o Doutor e Martha, começaram a investigar o porquê de estarem ali. Facilmente solucionaram o mistério do livro, mas tiveram que passar por maus bocados para chegar ao “X” da questão de estarem ali.

Décimo Primeiro Doutor: Hora Nenhuma

Autor: Neil Gaiman

O Kin, após um tremor em sua prisão feita pelos Senhores do Tempo, estava a solta. Já lá na Terra o sr. Browning, assim como muitas outras pessoas da região, havia vendido a sua casa em meio a uma proposta irrecusável que o sr. Coelho havia lhe feito. O estranho foi que alguns dias depois sua filha, ao tentar recuperar seu diário que tinha sido esquecido lá, desapareceu na casa antiga. O Doutor e Amy haviam pousado em frente da casa de Amy, mas tinha algo estranho ali. Amy começou a ouvir uma voz em sua mente que lhe dizia que eles estavam entrando na propriedade do Kin, e que ele tinha comprado toda a Terra, e em consequência as pessoas morreram de causas naturais. Assim para descobrir o que tinha ocorrido eles voltaram para o ano de 1984.

Décimo Segundo Doutor: Luzes Apagadas

Autor: Holly Black

O 78351 não gostava de quando as luzes eram apagadas, e ele não teve uma boa infância. O Doutor tinha ido comprar café para Clara, sua companheira, na EITC (Estação Intergalática da Torra de Café), onde estava também 78351, que tinha sido salvo pelo Doutor certa vez em sua infância. Eles estavam na fila para comprar um pouco de café, quando repentinamente o café acaba, coisa que nunca acontecia por lá, e as luzes se apagam, mostrando, quando voltam, um cadáver no chão.

O que eu achei ao ler esse livro…

Quando comecei a ler e li a primeira história, por um lado achei ela boa pois chega logo no ponto, mas por outro achei que isso deixa a história um pouco sem graça, tendo um problema até interessante mas resolvido facilmente, mas acho que isso nem importa tanto pois a história em si é até que bem inteligente e divertida. E conforme fui lendo as outras o livro se tornou bem interessante e envolvente, logo ao terminar uma história já estava ansiosa para saber como seria a outra e que nova aventura me aguardava.

Praticamente em todas as histórias é possível identificar como cada autor escreve, sendo algumas histórias em 1ª, e outras em 3ª pessoa. Algumas com narrador observador, outras com narrador onisciente e algumas personagem. Cada uma contada de uma forma diferente da outra.

Muitas das histórias tem uma leitura leve, e cada uma com, aproximadamente, 30 páginas. Podendo ser lidas em qualquer ordem, e aleatoriamente. Bem, eu li na ordem, até porque em ordem as histórias vão do primeiro ao décimo segundo Doutor, mas elas são independentes umas das outras.

Acho que, apesar de eu ter gostado muito de quase todas as histórias, posso dizer que as minhas preferidas são a do décimo Doutor, O Mistério da Cabana Assombrada, e a do décimo primeiro, Hora Nenhuma.

Eu, pessoalmente, gostei de O Mistério da Cabana Assombrada, pois o autor deixava tudo com um ar irônico, deixando a história até cômica, apresentando tudo de uma forma leve e agradável … um exemplo estarei colocando abaixo:

“Os contrabandistas pareciam confusos. O menor olhou para Martha outra vez.

– Vocês não querem saber o que a gente andou aprontando?

– Honestamente, não – admitiu ela – Lamento. Sei que deve ser muito interessante. Para quem tem oito anos.

Os contrabandistas se entreolharam.

– Vocês… vocês vão tentar impedir a gente? – indagou o maior contrabandista.

– Não sei – respondeu Martha – Vocês não estão machucando ninguém, estão?- Depois que todos balançaram as cabeças negativamente, ela deu de ombros – Então sigam em frente. Não se incomodem com a gente.”

Já em Hora Nenhuma, eu gostei dela pois deixa mais um suspense no ar, ficando mais interessante e intrigante a cada capítulo, e quando tudo parece estar no fim e ambos, Doutor e Amy, correndo perigo, ela termina surpreendentemente. Um trecho dessa história…

[…] – Ele só precisaria entrar numa TARDIS e ter um Senhor do Tempo nos controles, e o universo seria sua área de lazer.

– Seria, sim – disse Amy, o sorriso cada vez mais largo – E será.

– Estamos quase chegando – disse o Doutor – O início dos tempos. Por favor. Diga-me que a Amy está bem, onde quer que ela esteja.

– Porque eu diria uma coisa dessas? – perguntou o Kin com a máscara de Amy Pond. – Não é verdade.

Se pudesse, falaria mais um pouco de cada, mas aí assim o post ficaria muito grande também.

Abraços e até o próximo post.

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