Indicação de Leitura da semana: “A Revolução dos bichos”

Olá, queridos e queridas leitores(as)!

Um novo dia, um novo post, e mais uma indicação de leitura da semana. Dessa vez o livro que indico é “A Revolução dos Bichos”, um livro que ainda estou lendo, mas que já considero uma ótima leitura.

12374_gEscrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.
Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.
Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.”

“A melhor sátira já escrita sobre a face negra da história moderna.”
Malcolm Bradbury

“Um livro para todos os tipos de leitor, seu brilho ainda intacto depois de sessenta anos.”
Ruth Rendell

Fonte: Site da Editora Companhia das Letras.

Bem, essa não é a sinopse, mas explica de forma mais clara o que o autor quis retratar ao escrever esse livro. Não acho que isso seja considerado spoiler, mas se você considerar, peço mil desculpas por isso.

Antes de ler ele, acho que seria muito bom você dar uma olhada em que se consistiu a Revolução Russa, mas principalmente os lideres soviéticos, como Lênin, Stálin, Nicolau II e alguns outros, para entender quem são os personagens retratados na fábula escrita por George Orwell.

Sinceramente, não sei se todos concordam, mas acho que, ao terminar o livro, iremos perceber que ele não se encaixa só naquela época, como também hoje em dia, pois retrata a realidade de vários governos pelo mundo, e, por favor não me levem a mal, posso dizer que um deles é o do Brasil. E uma das partes que acho de certa forma bem cômica, é a de Orwell retratar os lideres soviéticos da Rússia como porcos no seu livro.

Não posso dizer muita coisa, pois estou só na metade do livro, então mais informações na resenha que estarei fazendo e postando nesta sexta-feira.

Espero que tenham gostado da indicação de hoje, e se você já leu, me conte um pouco do que achou (sem spoiler, please). E não se esqueçam: sexta vai ter resenha desse mesmo livro.

Beijos e abraços!

E até o próximo post…

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