[Resenha] A Revolução dos Bichos, de George Orwell

12374_gAutor: George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blain)

Editora: Companhia das Letras

Tradução: Heitor Aquino Ferreira

Páginas: 152

Lançamento: 2006

Sinopse: “Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan ‘Quatro pernas bom, duas pernas ruim’.

Mas não demora muito para que alguns bichos – em particular os mais inteligentes, os porcos – voltem a usufruir de privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema ‘Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros’. A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força.

[…] A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece até hoje. […]”

Fonte: Contracapa do livro.

Bem, recém terminei de ler esse livro mas já fiquei com um gostinho de por que tinha que acabar? Por quê? Mas antes de falar qualquer outra coisa prefiro fazer um resumo do meu ponto de vista, não acho que este livro tenha problema com spoiler pois a parte que mais importa não é o final, mas sim como ela seguiu até o fim, é o que aconteceu durante todo o livro. E mesmo depois de lerem o resumo que vou fazer, quero que vocês não percam a vontade de ler esse livro, mas sim que isso instigue ainda mais a sua curiosidade a respeito desse livro.

Então aqui vai… Tudo começou com uma simples reunião no celeiro convocada pelo velho Major – um porco – para contar ao resto dos animais um sonho que teve, um sonho que o fez relembrar uma canção que a muito havia se esquecido, chamada  “Bichos da Inglaterra”. Mas além disso, falou também que:

“Não está, pois, claro como água, camaradas, que todos os males da nossa existência têm origem na tirania dos humanos? Basta que nos livremos do Homem para que o produto de nosso trabalho seja só nosso. […]”– Pág. 13

Com o objetivo de instigar os animais a se revoltarem contra os humanos que os dominavam naquela fazenda. Tendo, pois, como resultado o produto do trabalho deles sendo para seu próprio bem-estar. E isso foi o que, logo após a morte de Major, os animais fizeram. Porém dessa vez quem tomou a liderança da granja foram os porcos, considerados mais inteligente pois após a expulsão de Jones – dono do que era antes a Granja do Solar – começaram a aprender a ler e a escrever.

Os porcos então, divididos entre Napoleão e Bola de Neve, criaram os sete mandamentos do chamado Animalismo, mas que podiam ser reduzidos a uma máxima: “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”. O problema foi que, ao longo do tempo, após um tentativa de Jones de tentar recuperar sua fazenda e Bola de Neve ser banido da granja, Napoleão ao assumir a liderança começou a mudar, de poucos em poucos, esses sete mandamentos sempre a custo de justificar algum que não havia cumprido.

Começando também a fazer sérias mudanças nos hábitos de lá, fazendo com que os animais trabalhassem mais e recebessem menos sua refeição diária, e ainda por cima dizendo que a situação havia melhorado e como os bichos não podiam provar o contrário somente consentiam com o que Garganta dizia – porta voz de Napoleão. Mas o pior foi quando começaram a surgir mortes de animais após terem feito alguma confissão a Garganta ou a Napoleão. Bem, acho que vou parar por aqui se não vou acabar contando a história toda.

Vamos então ao o que eu achei… Acho bom começar falando que eu estava muito ansiosa para falar sobre esse livro Após o momento que comecei a compreender o que o autor estava retratando no livro, foi como se meus olhos se abrissem fazendo com que a minha curiosidade aumentasse ainda mais, me prendendo e levando a querer continuar lendo o mais rápido o possível.

Comecei a sentir a mesma indignação que aqueles animais sentiam, comecei quase a odiar Napoleão e a todos aqueles porcos que estavam no comando da fazenda, como podiam fazer aquilo, que egoísmo da parte deles fazerem isso com bichos que mal entendiam o que estava se passando, muito menos que não se lembravam de como era antes e se aquilo que eles estavam fazendo era certo ou não. Haha, foi nesse momento que gostei mais ainda da comparação de Orwell de retratar os porcos como líderes ali.

Fiquei maravilhada pela capacidade e criatividade que Eric/George teve para recriar o ambiente da época que ocorreu a Revolução Russa, e adaptar tudo isso ao criar esse livro no ponto de visão desses bichos. E isso tudo numa época marcada por guerras e ditaduras, onde nenhuma editora estava querendo publicar esse livro por falar dessa maneira do regime stalinista. Sem contar do fato de adaptar algo histórico para um livro que pode ser lido por qualquer tipo de leitor, de uma forma divertida e de fácil compreensão para que todos entendam, mas isso não quer dizer que não terá algumas palavras desconhecidas para nós. 

E ao final do livro, há a explicação da relação dos personagens e acontecimentos narrados aos fatos históricos, sem ter a necessidade saber previamente a respeito da revolução. Um livro que indico com certeza, leia, e mais uma vez digo, leia, a história não é grande e de fácil entendimento.

Classificação: 10/5 (realmente muito bom, está entre os meus livros preferidos, essa é a classificação máxima).

Espero que tenham gostado.

Beijos e abraços!

E até o próximo post…

Anúncios