[Resenha] Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

Robinson CrusoéAutor: Daniel Defoe

Editora: Scipione

Adaptador: Werner Zotz

Ilustrador: Rogério Borges

Páginas: 112

Sinopse: O jovem marinheiro inglês Robinson Crusoé é o único sobrevivente de um naufrágio.

 Consegue chegar a uma ilha deserta do Caribe, onde tem de enfrentar as dificuldades de uma existência primitiva.

 A coragem, a paciência e a habilidade de Robinson eram as qualidades que o mundo “civilizado” da época acreditava serem necessárias para subjugar a “barbárie” do Novo Mundo. Até que ponto esses preconceitos permanecem hoje em dia?

Fonte: Site da Editora Scipione.

Robinson Crusoé, muito adepto a se aventurar pelos mares, mesmo sem o consentimento dos pais, resolveu ir em busca de viagens marítimas. Em uma dessas viagens, Robinson acabou chegando ao Brasil e ali se tornou fazendeiro e morou durante quatro anos, até que:

“Um belo dia, três desses colonos surgiram com uma proposta tentadora: armariam, por sua conta e risco, um navio para ir buscá-los na Guiné; precisavam então dos meus serviços. […] Não tendo a menor necessidade de aumentar minha riqueza, mas não conseguindo afastar a tentação de viver uma

nova aventura, aceitei a proposta.” – Pág. 17

Mas foi nessa viagem que o inesperado aconteceu: o naufrágio. E Robinson foi o único sobrevivente. O barco havia naufragado perto de uma ilha, e assim foram todos os tripulantes no barco salva-vidas, mas uma onda os jogou no mar e de lá só Robinson conseguiu sair com vida ao parar no litoral da ilha. Ele ficou confinado a aquele pedaço de terra por muitos e muitos anos, descobrindo novas coisas a cada vez que se aventurava pelo interior da ilha. E… É melhor eu parar por aqui se não vou acabar dando spoiler.

A narrativa é em 1ª pessoa, com Robinson Crusoé narrando todas as suas aventuras como marinheiro e “dono” da ilha. Sendo a maior parte sobre a sua convivência na ilha.

Posso dizer que esse livro me levou a refletir sobre muitas coisas, e uma delas era que, apesar de muitas coisas não estarem correndo bem para ele, Robinson se voltou para Deus, isso logo depois de ter um sonho que o fizera entender, que: (vou colocar abaixo um trecho um pouco grande, mas o qual gostei muito)

“Agora, começava a entender que sempre andara por caminhos tortos: fugira de casa contra a vontade de meus pais e, em diversas ocasiões, tivera oportunidade para dirigir-me a Deus e não o fizera.

[…] Num momento de lucidez, entre um ataque e outro de febre, lembrei-me de que, no Brasil, se usava fumo para curar a malária. E eu tinha, num dos caixotes, um pedaço de fumo em rolo e algumas folhas ainda não defumadas.

Foi a mão de Deus que me guiou. Buscando o fumo, achei uma Bíblia, guardada no mesmo lugar.

[…] A Bíblia foi um bom remédio para a alma. Quando estava doente, sem condições de ler capítulos inteiros, abri algumas páginas e pousei os olhos em frases isoladas. Uma delas despertou-me especial atenção, pois parecia ter sido escrita para mim, naquele momento: ‘Chama-me no momento de aflição e

salvar-te-ei; e então dará graças’. Foi o que fiz. A partir de então, passei a ler trechos da Bíblia todas as manhãs e todas as tardes. E encontrei um conforto que nunca tinha conhecido.” – Pág. 37

Achei muito lindo esse trecho. Não só esse, mas muitos outros também. Esse livro me deu um novo ponto de vista. Durante sua estadia na ilha, ele percebeu o que realmente importava e deixou de lado todas esses luxos que exigimos no nosso dia a dia, para ele, bastava apenas ter um punhado de comida e um lugar coberto para poder dormir. Agora que estou relembrando a história – que eu li em janeiro desse ano – percebo ainda mais como eu devo mudar, coisa que só pensava quando algo que eu não gostava acontecia.

E junto com as descrições, apesar de serem um pouco demoradas, consegui imaginar a dificuldade que ele tinha só para realizar uma atividade que requisitava algum material que ele não tinha, como era difícil caçar seu próprio alimento e ter alguma coisa para colocar em baixo do seu teto. E mesmo se sentindo meio inseguro, Robinson aprendeu, na marra, a se habituar e conviver com o mundo selvagem.

Vi também que essa história não se aplica só ao que o protagonista estava vivendo, mas pode ser comparada também com a nossa vida aqui, o nosso dia a dia, com tudo que enfrentamos e sentimos. Além de ele ter ação, aventura, ele nos leva a refletir sobre praticamente tudo, com uma vivacidade tremenda mesmo o autor não tendo passado por tudo aquilo que descreveu.

O livro é antigo, um clássico, e nem por isso deixa de ser interessante, ao contrário, talvez muito mais do que muitos livros que lemos hoje em dia. Um livro que eu teria gosto de lê-lo, relê-lo, e relê-lo inúmeras vezes até já ter decorado todas as frases. Com certeza um dos melhores livros que já li, e daqueles de que falo com mais amor!

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤ (favoritado)

Beijos e abraços! Espero que tenham gostado, qualquer coisa é só me dizer nos comentários, estou ansiosa para saber o que acharam!

Até o próximo post…

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