[Resenha] A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak

menina_grd_catAutor: Markus Zusakcapa filme - a menina - 139 X 208

ISBN: 978-85-98078-17-5

Tradução: Vera Ribeiro

Lançamento: 2007-02-15

Páginas: 480

Formato: 16 x 23 cm

Editora: Intrínseca

Sinopse:

“A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

Fonte: Site da editora Intrínseca.

Com uma narradora mórbida – a Morte -, o livro narra a história de Liesel Meminger.

A roubadora de livros e seu irmão estavam viajando para Munique, onde logo seriam entregues a pais de criação. Agora sabemos, é claro, que o menino não chegou lá.

– Como aconteceu –

Houve um intenso acesso de tosse.

Um acesso quase inspirado.

E, logo depois – nada.” – pág. 17

Ela e sua mãe seguiram viagem até chegarem a estação e Liesel ser levada de carro à Rua Himmel, nº 33, a casa dos que seriam seus pais de criação, Rosa e Hans Hubermann. A roubadora de livros logo se aproximou e começou a gostar mais de seu pai de criação, o qual a consolava quando tinha pesadelos durante a madrugada e o que a ensinou a ler e a escrever, pois ela havia entrado na escola mal sabendo ler ou escrever, tendo que ficar numa sala para crianças bem menores do que ela.

Liesel logo no início pegou gosto pela leitura e iniciou sua carreira como roubadora de livros, começou quando roubou um livro que tinha caído do bolso de um coveiro no enterro de seu irmão, O Manual do Coveiro. Toda noite, ela e Hans Hubermann, liam o pequeno livro e Hans a ensinava palavras novas no porão.

Ela tinha começado a ir junto com sua “nova” mãe buscar roupas para lavar e devolve-las limpas e impecavelmente passadas. Até que Rosa a mandou ir “sozinha” – Rudy, seu novo melhor amigo que morava na rua Himmel também, a acompanhava em quase todas as sua idas e vindas – para pegar e levar as roupas. Nisso Liesel vai criando uma amizade silenciosa com a mulher do prefeito, a qual a deixava ler os livros que tinha em sua biblioteca.

Um judeu alemão, chamado Max, filho de um antigo amigo de Hans, chegou um dia à casa da família Hubermann, com a esperança de que o ajudassem a se esconder, o que seria uma tarefa de extremo risco para eles, mas que foi uma pessoa que se tornou muito amiga de Liesel também e o que fez com que ela se aproximasse mais ainda do mundo dos livros.

E mostraria a mim, mais uma vez, que uma oportunidade conduz diretamente a outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte.” – pág. 61

E assim muitos acontecimento viriam pela frente, e mais roubos, lindas amizades, e explosões… E também é melhor eu parar por aqui.11142726_488577481295777_107497889_n

O que eu posso dizer desse livro? Tantas e tantas coisas. No início a história parece ser, como descreveram algumas outras resenhas, meio macabro, claro, por ser narrado pela Morte. Mas ao decorrer da história vemos que ele é muito mais do que isso, nos contando como era a Alemanha nazista, o que os alemães sentiam e achavam disso, a história de uma menina, seus momentos bons e ruins, um judeu escondido, uma amizade incrível, vários roubos de livros. E que ideia essa a do autor, uma narradora mórbida, isso é que é criatividade.

Gente, que história! Um tanto triste e linda ao mesmo tempo. Que raiva daqueles nazistas, que raiva de Hitler. Um livro feito para quem gosta de livros, pois fala bastante sobre eles, e para quem não gosta também, porque te faz ter mais gosto pela leitura.

Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.” – pág. 459

Gostei muito de o autor ter colocado várias frases, e palavras, em alemão, nos ensinando um pouco mais sobre essa língua que para nós parece muito estranha e meio impronunciável, rs. Personagens bem criados e parecendo mais reais a cada página, até parecia que eu estava lendo aqueles livros que são baseados em uma história real ou aqueles que contam uma história real que aconteceu no passado. Com várias notas da narradora, a Morte, que nos explicam vários termos ou acontecimentos, mas que por um lado são um tanto chatinhos, pois muitas vezes antecipam algo que vai acontecer ao longo da história, espécies de spoilers dados pela narradora na metade do livro sobre o que vai acontecer mais no final, mas que você só entende mais quando chega lá.

É claro que estou sendo grosseira. Estragando o fim não apenas do livro inteiro, mas desse seu pedaço em particular. Dei a você dois acontecimentos de antemão porque não tenho muito interesse em construir mistérios. O mistério me entedia. Dá trabalho. Sei o que acontece, e você também. As maquinações que nos levam até lá é que me irritam, me deixam perplexa, me interessam e me estarrecem.” – págs. 174 e 175

O livro contém alguns palavrões, acho que isso o deixa um pouco “feio”, mas é algo que também deixa a história mais realística. Não concordei muito com os roubos de Liesel, sendo que ela simplesmente podia pedi-los emprestado, mas fazer o que?! Ela é uma roubadora de livros. Só quero prepara-los para algumas coisas: o livro terá spoilers dentro dele, e sei que vocês vão chorar, é inevitável. E é pior quando você já assistiu o filme e já leu o livro, você sofre e sente tudo aquilo duas vezes.

ResumindoGostei muito, muito da história e pretendo relê-la de novo daqui a algum tempo, identifiquei bastante coisas comigo/minha família, por eu ter descendência alemã e gostei bastante disso, sem contar o fato de nos contar como era a Alemanha nazista entre 1938-1943, que me interessa e muito, gosto de livros que contam alguma coisa de como era antigamente junto de uma história como essa. Uma história cativante, que nos prende até o fim. Recomendo a todos, desde crianças até a adultos, sei que o livro é grande, mas vale a pena.

E como vocês devem ter percebido, consegui terminar o livro a tempo apesar de eu estar postando essa resenha mais tarde do que de costume.

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤

Espero que tenham gostado! Sabe, estou sentindo falta da participação de vocês, alguém já leu ou gostaria de ler esse livro? Se sim, se não, me conte o que achou, conte o que está achando do blog. Se tiverem alguma sugestão, podem falar, estou curiosa para saber o que acharam e o que estão achando daqui! ;D

Abraços e até o próximo post…

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