[Resenha] Hamlet, de William Shakespeare

hamlet_9788525406118_9788525408532_mAutor: William Shakespeare

Editora: L&PM

Tradução: Millôr Fernandes

Gênero: Teatro, Literatura clássica internacional

Páginas: 144

Lançamento: 1ª Edição, fevereiro de 1997

Sinopse: Hamlet, de William Shakespeare, é uma obra clássica permanentemente atual pela força com que trata de problemas fundamentais da condição humana. A obsessão de uma vingança onde a dúvida e o desespero concentrados nos monólogos do príncipe Hamlet adquirem uma impressionante dimensão trágica.
Nesta versão, Millôr Fernandes, crítico contumaz dos “eruditos” e das “eruditices” que – nas traduções – acabam por comprometer o sentido dramático e poético de Shakespeare, demonstra como o “Bardo” pode ser lido em português com a poderosa dramaticidade do texto original. Aqui, Millôr resgata o prazer de ler Shakespeare, o maior dramaturgo da literatura universal, em uma das suas obras mais famosas.

Fonte: Site da Editora L&PM.

Sim, terminei de ler Hamlet! Mas o que posso dizer de uma obra como essa feita pelo maior dramaturgo da literatura universal, William Shakespeare?!

O rei da Dinamarca, Hamlet, havia sido morto por uma suposta serpente e assim tinha deixado Hamlet, o príncipe, com tamanha tristeza por sua morte, e deprimido, com sua mãe, a rainha Gertrudes, que se casou então com o irmão do rei, Cláudio. O que foi uma tremenda ofensa para Hamlet.

Na cena inicial temos um relato curioso de que um fantasma, igual ao rei Hamlet, havia sido visto pelos oficiais do castelo, estes, que presenciaram a aparição do fantasma, contaram então à Horácio, amigo de Hamlet. No início ele não acreditou muito na história, mas logo após que ele presenciou a mesma aparição no outro dia foi de encontro a Hamlet contar-lhe o acontecido. E Hamlet, portanto foi também tirar prova disso, e falou com o fantasma:

“Tu és Hamlet, Meu rei, meu pai, senhor da Dinamarca. Vai me responde!”[…]
(O Fantasma acena para Hamlet) – pág. 33
“Sou o espírito de teu pai
Condenado, por um certo tempo, a vagar pela noite
E a passar fome no fogo enquanto é dia,
Até que os crimes cometidos em meu tempo de vida
Tenham sido purgados, se transformado em cinza.” – pág. 35
“Então, Hamlet, escuta:
Se divulgou que fui picado por uma serpente
Quando dormia em meu jardim;
Com essa versão mentirosa do meu falecimento
Se engana grosseiramente o ouvido de toda a Dinamarca.Mas saiba você, meu nobre jovem:
A serpente cuja mordida tirou a vida de teu pai
Agora usa a nossa coroa.” – pág. 36

E assim o Fantasma lhe clama para que o vingue. Para comprovar se aquilo era verdade, o príncipe pediu que alguns atores fizessem uma peça simulando o assassinato do rei Hamlet. Ao final da peça, Cláudio saiu imediatamente passando mal por a culpa ter lhe voltado à mente, afirmando assim que o que o Fantasma dissera era verdade. A partir daí Hamlet vai maquinando então como seria essa vingança.

O que eu achei:

Um verdadeiro drama que mexe com nós, leitores, profundamente. Muitas vezes somos abordados com vários temas como suicídio, algo que Hamlet apenas cogita fazer por tamanha aflição que o havia atingido, vingança, coisa que muitos de nós sentimos quando algo que não cremos ser justo acontece a nós ou a algo/alguém que amamos, e vários outros, de uma forma simples, poética e simpática.

O livro inteiro é formado só por falas, com exceção das partes que dizem: (personagem tal entra), (personagem tal sai), ou (tal coisa acontece). É um pouco estranho, até porque ele começa a ser dividido em Ato I (II, III, IV e etc), e dentro desses atos, Cena I, e etc também. Mas eu acabei me acostumando, e deixei de ficar olhando quem era aquele personagem que estava falando.

Ah, e, sim, é nesta obra que é citada a célebre frase “Ser ou não ser; eis a questão.”, outra citação que nos leva a refletir também, que pode ser interpretada de formas diferenciadas. Não tenho adjetivos para caracterizar tamanha obra literária como essa. Cheia de versos poéticos e de uma linguagem que é, de certa forma, mais formal para nós.

Polônio: […] Devo ser breve: vosso filho está louco.

Eu digo louco; mas como definir a verdadeira loucura?

Loucura não é mais do que estar louco.” – pág. 49

Concluindo, uma obra incrível, que deve ser lida por todas as pessoas! Indico sim a todas as pessoas, bem, só não sei se para crianças, pois a linguagem é recheada de palavras mais formais e metáforas.

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐ (❤)

E é isso, espero que tenham gostado. Alguém já leu ou tem o interesse de ler Hamlet?

Até o próximo post…

Beijos e abraços!

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