[Resenha] A Garota no Trem, de Paula Hawkins

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Autor(a): Paula Hawkins

Tradutor: Simone Campos

Editora: Record

Páginas: 378

Sinopse:  Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor. Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Fonte: Site da Editora Record.

Gente, sei que estou devendo mais resenhas e outros posts a vocês, as coisas estão muito corridas para mim, mas lhes garanto que em breve vão melhorar e voltarei ao ritmo normal (de, no mínimo, dois posts semanais). Sem mais delongas, vamos à resenha…

Rachel, a protagonista, era alcoólatra e desempregada. Porém, como de costume, fazia o trajeto da cidade onde morava até Londres todos os dias. Durante suas viagens, acompanhava, da janela do trem, um casal que morava no subúrbio. Ela havia dado-lhes até mesmo nomes fictícios, Jess e Jason (Megan e Scott, na realidade), e imaginava-os como um casal feliz, com tudo o que ela sonhou em ter junto de seu ex-marido, mas não teve.

Até que, em uma de suas jornadas matutinas, ela presenciou uma cena suspeita, no dia anterior ao desaparecimento de Jess, a qual julgava poder ser de grande ajuda no caso. E assim ela foi em busca de vários jeitos de tentar ajudar na resolução desse desaparecimento.

O livro foi formado a partir do ponto de vista de três mulheres: o de Rachel (a principal), o de Megan, e o de Anna. Sendo todos narrados em 1º pessoa.

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Nos últimos meses ouvi falar muito a respeito desse livro e também vi muitas resenhas, a maioria elogiando a estória. Mesmo assim, o comprei sem grandes expectativas. Não fiquei decepcionada nem surpreendida ao finalizar a leitura, apesar de o ter lido com voracidade, em menos de um dia.

Sendo um livro tão bem aclamado pela crítica, podemos criar grandes expectativas ao ler esse livro. Como quase sempre “desconfio” de livros assim, resolvi simplesmente ver como seria o desenvolver dessa narrativa, sem esperar muito a respeito. E, como a maioria dos livros, este possui seus pontos positivos e negativos.

Creio que uma de suas melhores características, foi a forma como a autora prende o leitor na narrativa, de forma que ele só irá querer largar o livro quando finalizar a sua leitura. O que poder ser devido àquele suspense característico do gênero, em que queremos descobrir o mais rápido possível quem é o autor do crime. O único fator que me levou a ignorar algumas partes desnecessárias à estória, partes que apenas falam de mais um dia monótono na vida de Rachel, a qual tem quase todas as suas ações “controladas” pela bebida, algo extremamente irritante e indignante tanto para nós quanto para a personagem em si.

Admiro a naturalidade com que Paula Hawkins escreveu sobre o alcoolismo e mergulhou no assunto. Porém achei totalmente desnecessário o uso de palavras vulgares na narrativa, na minha opinião, algo que não acrescenta em nada na estória e que poderiam ser substituídas por outras palavras.

Apesar disso, os personagens foram bem construídos, com personalidades bem diferenciadas e trazem mais realidade à trama. A única em que não pude sentir uma certa profundidade e um desenvolver maior foi Anna, a esposa de Tom. E a Rachel, um pouco melodramática, não só ela como, de certa forma, a narrativa inteira também foi um tanto dramática.

Por fim, eu diria que esta foi uma boa narrativa, sem nada de extraordinário e tão surpreendente, pois, se prestarmos bem a atenção, poderemos descobrir pistas (poucas e simples, já que não há muitos suspeitos) que nos levarão direto à pessoa que cometeu o crime, sobrando apenas o por quê do crime como fator mais surpreendente.

Classificação: 3/5

Onde comprar: Amazon, ExtraSaraiva.

Espero que tenham gostado! Já leram o livro? O que acharam?

Beijos e abraços!

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