[Resenha] O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

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Título original: Le Petit Prince

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Tradutor: Frei Betto

Editora: Geração 

Págs: 160

Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Fonte: Site da Geração Editorial.

Tudo começou com um simples desenho de uma jiboia que havia devorado um elefante, o qual os adultos pensavam ser, na verdade, um chapéu, feito por uma criança de seis anos que seria, futuramente, um piloto de avião, o narrador-personagem dessa história.

“Decidi, então, desenhar o interior da barriga da serpente para que os adultos pudessem entender melhor. Eles sempre precisam de explicações detalhadas…” – Pág. 9

Ao longo da vida, ele teve contato com muita gente séria. Quando encontrava uma pessoa que lhe parecia um pouco mais inteligente, mostrava-lhe seu desenho, para ter certeza se aquela pessoa era inteligente de fato, mas a maioria ainda dizia estar vendo um chapéu. Ele ficou sozinho até sofrer uma pane que o obrigou a fazer um pouso de emergência, no deserto do Saara. Alguma coisa havia avariado o motor de seu avião.

Foi nessa época que conheceu o pequeno príncipe, que, no dia seguinte de sua queda, o acordou pedindo que desenhasse um carneirinho para lhe fazer companhia em seu pequeno planeta. E, com ele, o piloto aprendeu muitas coisas importantes.

“Após cinco minutos de repetidos aplausos, o pequeno príncipe se cansou daquele jogo chato:

– E para o chapéu cair – indagou -, o que é preciso fazer?

O vaidoso não ouviu. Os vaidosos só escutam elogios.” – Pág. 59

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O Pequeno Príncipe é um daqueles livros que podemos ler em menos de um dia, por ser pequeno e de uma escrita simples, porém deliciosa. Aquele que, somente com exemplos, sem se dirigir precisamente ao leitor, o faz refletir sobre o que realmente importa em nossas vidas. E que, ao mesmo tempo, pode ser interpretado de diversas formas.

“O pequeno príncipe acrescentou:

– Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração.” – Pág. 113

Toda a história foi bem construída, tendo até como base um fato que aconteceu na vida do autor, uma pane que derrubou Antoine e seu mecânico no meio do deserto da Líbia. 

Este é um livro que faz uma crítica à demasiada importância que damos a certos assuntos, tais como: o trabalho, o dinheiro, a títulos e a números. Ao adulto que se acha sabedor de tudo mas despreza as coisas mais importantes da vida.

Esta é uma linda história para refletir e se divertir ao mesmo tempo. Tanto para crianças quanto para adultos. Daquelas que devem ser relembradas de tempos em tempos, de forma a se manter fresca em nossa mente. 

“- Só se conhece bem o que se cativa – observou a raposa. – As pessoas já não têm tempo de conhecer nada. Preferem comprar tudo pronto nas lojas. Como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm mais amigos.” – Pág. 99

Com relação à maravilhosa edição de luxo feita pela editora Geração, esta ficou de se encher os olhos, cheia de ilustrações, cores, fontes e diagramações diferentes, que combinadas formaram um lindo espetáculo! E que inclui também uma pequena biografia do autor.

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐ (+❤)

 Espero que tenham gostado! Já leram esse livro? O que acharam? Contem nos comentários!

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