[Resenha] Eragon, de Christopher Paolini

f8061fc9-3db3-49f8-8f0e-a45a9b40f743eragon-iAutor(a): Christopher Paolini

Tradutor: Nelson Rodrigues Pereira Filho

Editora: Rocco

Páginas: 480

Sinopse: O protagonista é um jovem de 15 anos que, ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é a peça principal. A vida de Eragon muda radicalmente ao descobrir que a pedra azul é, na realidade, um ovo de dragão. Quando a pedra se rompe e dela nasce Saphira, Eragon é forçado a se converter em herói.

Involuntariamente, o jovem é lançado para um arriscado mundo novo movido pelas tramas do destino, da magia e do poder. Empunhando apenas uma espada lendária e seguindo as sábias palavras de um velho contador de histórias, Eragon e o leal dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos das trevas em um Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.

A Eragon foi dada a responsabilidade de alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros de Dragões. Será que conseguirá vencer os obstáculos que o destino lhe reservou? As escolhas de Eragon poderão salvar – ou destruir – o mundo em que vive.

Mais informações em: http://www.rocco.com.br/livro/?cod=2220

Eragon era um jovem agricultor de 15 anos, que vivia em uma fazenda junto de seu primo e de seu tio Garrow, o qual o havia criado como filho. Como de costume, Eragon estava caçando na Espinha, e três dias já haviam se passado até que ele finalmente pôde localizar novamente a corça que tinha avistado um tempo antes. Estava prestes a atirar uma flecha nela quando uma explosão ocorreu bem próxima a onde estava. Virou-se, preparando já outra flecha, porém o que encontrou foi um círculo de de árvores e grama queimando, e exatamente no centro do lugar da explosão, uma pedra azul polida.

Ou assim ele pensava. Mal sabia ele que daquela “pedra” nasceria Saphira, e que logo ele se tornaria um Cavaleiro de Dragão. E que todas as decisões que tomasse poderiam afetar o destino de toda a Alagaësia. Portanto, assim como disse Brom:

Respeite o passado, você nunca sabe como ele poderá afetá-lo.” – Pág. 50

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Gente, que livro, que série! Há anos venho querendo ler O Ciclo da Herança e nunca conseguia, assisti o filme há muito tempo atrás e desde aquela época fiquei interessada em saber se tinha um livro dessa história – obviamente, eu pensava, que devia ter algum – e se tivesse mesmo, gostaria muito de lê-lo.

E, bem… Num dos meus acessos ocasionais ao site da Amazon, achei o box em promoção e pá! Me apaixonei por ele, e logo comprei. Foi ele chegar, já larguei a outra série que estava lendo (que era GoT), e li todos os quatro livros em, mais ou menos, duas semanas.

Nesse primeiro livro, temos somente o ponto de vista de Eragon, narrado em terceira pessoa. A estória não me cativou logo de início, o que me manteve na leitura primeiramente foi mesmo a curiosidade de quem havia esperado anos para ler essa série.

A narrativa era um pouco diferente do que eu estava acostumada, era como se o autor falasse e descrevesse pequenas coisas que não precisavam de descrição para serem entendidas, por exemplo: “No primeiro cavalo ia um elfo de orelhas pontudas […]”- Pág. 2. O que era irritante, de certa forma, mas que ao mesmo tempo deixava a narrativa única.

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Eu diria que, apesar de ser algumas vezes um tanto previsível, ainda assim há momentos durante a narrativa em que o autor te surpreende, tanto com acontecimentos inusitados e interessantes, como também com atitudes um tanto estúpidas do personagem principal, que tinha lá seus momentos de ignorância.

Um dos aspectos do livro que mais me incomodou, foram os diálogos, não muito reais e um pouco forçados. Às vezes, com frases repetidas e/ou desnecessárias para o entendimento do leitor. Mas, felizmente, isso melhora um pouco nos livros seguintes, e deixa de ser algo que influência negativamente no desenvolvimento da história.

Agora, o outro aspecto que mais me agradou foi a construção de todo um novo universo, composto pela Alagaësia e por Surda, além de outros países que não são nomeados, e uma nova língua, chamada Língua Antiga, que era usada para “conjurar e modelar” a magia, que estava presente em todos os lugares (ex: Brisingr, que significa fogo). Além de frases e expressões características dos anões e também dos urgals. 

Além disso, gostei também do jeito com que o autor trabalhou o conceito de Cavaleiro de Dragão e a relação entre cavaleiro e dragão, o elo pré-determinado entre eles, que é outro elemento que torna o Ciclo da Herança único.

A respeito da edição não tenho nada a reclamar, linda, com essa imagem maravilhosa da Safira  na capa e com um belo acabamento, que inclui um mapa (que ajuda bastante durante a leitura), além de um guia de pronúncia ao final do livro e também traduções de frases citadas em outras línguas durante a história. Só a diagramação que deixa um pouco a desejar, por ser mais próxima à margem, sendo necessário abrir um pouco mais o livro; porém com páginas amareladas e uma boa fonte, que deixam a leitura mais confortável.

Concluindo, em geral essa foi uma leitura agradável, e que apesar de não diferir muito de outros livros do gênero, tem seus pontos de originalidade e diverte o leitor. Com certeza recomendo-o a todos aqueles que apreciam uma boa fantasia.

Curiosidades: Um fato interessante é que o autor começou a escrever o livro aos 15 anos. Tendo se inspirado, principalmente, nas obras de J. R. R. Tolkien. (Tanto que se você já leu, por exemplo, O Senhor dos Anéis e for ler Eragon, irá perceber claramente algumas ideias que foram tiradas de lá, porém trabalhadas diferentemente). Além disso, para criar a língua que seria utilizada pelos elfos, o autor se baseou no norueguês medieval.

Classificação:  ⭐⭐⭐⭐

Onde comprar: Amazon, Americanas, Extra, Fnac, Saraiva

E é isso, espero que tenham gostado! Alguém já leu esse livro ou a série toda? O que achou? 

Beijos e abraços!

 

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