[Resenha] 1984, George Orwell

12562_gAutor: George Orwell

Tradução: Heloisa Jahn e Alexandre Hubner

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 416

Lançamento: 21/07/2009

Sinopse: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.

“Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos. Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia “ministérios da defesa” dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o “Ministério do Amor” é o local onde Winston será submetido às mais bárbaras torturas nas mãos de seu suposto amigo O’Brien. Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas – e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.”

Fonte: Site da editora Companhia das Letras.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que a edição que li do livro 1984 não é igual a ilustrada acima, a que li tinha apenas 234 páginas e era em ebook. Mas creio que isso não mude muita coisa, então vamos em frente!

Winston, o protagonista, trabalhava no Partido Externo falsificando registros históricos para esconder algumas reportagens publicadas pelos jornais ou pela “teletela” – uma espécie de tela, parecida com a televisão que conhecemos hoje, que era uma forma de controle do governo sob as pessoas, que te vigiava noite e dia – no passado, que podiam comprometer algo que o Partido estava afirmando no presente, ou seja, moldava o passado como o Partido bem queria no presente. Desde algum tempo, Winston já havia começado a detestar o sistema e o Partido que controlava tudo e todos por causa das injustiças praticadas por eles, mas como não podia demonstrar que era contra o Grande Irmão (figura política que representava o poder máximo no governo, mas que ninguém nunca tinha visto), pois a Polícia do Pensamento (também chamada de Polícia das Ideias) poderia pegá-lo e tortura-lo a qualquer momento, começou a escrever um diário colocando o que sentia a respeito do governo lá.

Quem controla o passado“, dizia o lema do Partido, “controla o futuro; quem controla o presente controla o passado.” – Trecho retirado do livro

Um dia ele conheceu Júlia, no início a detestava mas um tempo depois, quando recebeu discretamente um papel que continha um “Eu te amo” escrito nele, mudou de ideia (na verdade voltou ao que sentia no momento em que a viu pela primeira vez, antes de começar a detesta-la) e se apaixonou por ela, foram marcando encontros secretamente e assim foram ficando juntos e inseparáveis. Winston mudou um pouco seu jeito de pensar, e começou até a acreditar que os proles – nome atribuído às pessoas mais pobres e praticamente excluídas do resto dos trabalhadores de algum ministério do Partido – pudessem fazer uma espécie de revolução e quebrar com aquela forma de governo. Mas um dia eles foram descobertos, e assim começou a chamada “reeducação” deles para que pudessem servir lealmente ao Partido.

As consequências de cada ato são incluídas no próprio ato.” – Trecho retirado do livro

Bom, para ser sincera com vocês, posso dizer que, sempre que eu iniciava a leitura desse livro, eu começava a cair no sono, não sei o porquê, toda vez que eu começava a ler eu tinha que parar um pouco, tirar um cochilo, e daí voltar a ler. Mas, como vocês já devem ter percebido, consegui terminar de lê-lo. Consegui me acostumar com a leitura e não cai mais no sono.

A ideia principal do autor, apesar de esse livro ser do gênero ficção, era mostrar como o mundo seria com o totalitarismo presente na época. O livro, apesar de ser uma ficção pelo universo criado, tratava não somente do socialismo imposto na época, mas também do totalitarismo como um todo.

O autor até criou uma língua que era mais usada pelo Partido, chamada de Novilíngua ou Novafala, que era como um outro idioma só que com menos palavras e outras palavras mais reduzidas, substituindo a língua antiga da região (a história se passava na Inglaterra, mas no livro era chamada de Oceania pois fazia parte do território do mesmo) o inglês.

Fico maravilhada com a capacidade de Orwell de desenvolver um espaço de certa forma fictício e ainda assim fazer um crítica tão pesada a algo real como as que fez. Ainda não li nenhum outro livro deste mesmo gênero além desse e de a Revolução dos Bichos, mas já percebo a maravilhosa escrita crítica do autor. Sem contar que esse livro foi considerado quase uma previsão do que aconteceria num futuro próximo.

O livro até parece ser formal, mas percebemos que aquela era uma linguagem comum para a época. Todos os personagens, cada um com uma característica própria e marcante, criados com tamanha perfeição, que sentíamos o que eles estavam passando, como pensavam e agiam, dava até uma impressão de que aquilo tudo era real e que você estava mergulhado de tal forma que parecia estar presente e sentindo tudo o que estava acontecendo ali, sentindo na pele o desespero presenciado pelos personagens. Fiquei até a me perguntar se isso não acontecia também hoje em dia, e se a televisão era uma forma do governo nos manipular (o que de certa forma é verdade), e que eles ficavam nos observando secretamente.

   

Havia sempre novos bocós esperando para ser reduzidos.” – Trecho retirado do livro que comprova uso de linguagem informal

Não tenho o que reclamar da história toda em si, sem contar que sou um pouco suspeita para falar dos livros do George Orwell, porque o autor se tornou um dos meus favoritos. Considero essa uma ótima leitura, a qual indico a todos que façam, descobri muitas coisas lendo o livro e creio que será assim com todos vocês.

Classificação:

Aqui está o link de um site que achei que fala mais um pouco sobre esse livro: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/saiba-mais-livro-1984-george-orwell-678177.shtml

Então é isso, espero que tenham gostado! Se alguém já leu me conte o que achou, estou super curiosa para saber o que acharam e se vão ler ou não ❤

Beijos e abraços!

Até o próximo post…

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