Minha experiência ao ler Game of Thrones

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Olá, leitores! Tudo bem com vocês?

Ano passado, na maravilhosa black friday que teve em novembro, comprei o box da série A Guerra dos Tronos, edição pocket. Desde o momento que ele chegou coloquei-o como meta para 2016. Chegou o ano novo, e lá estava eu, no finalzinho de janeiro, começando a leitura que seria a mais demorada da minha vida até agora.

Quem já leu ou tentou começar o primeiro livro sabe do que estou falando. Se você conseguiu ler a série inteira – como eu fiz com muito custo -, parabéns pela sua persistência! 

Não estou dizendo que não gostei, longe disso. Os livros são grandes demais, e com acontecimentos diferentes entre si demais, para se dizer “Ah, eu não gostei” ou “Ah, amei tudo!”. Há personagens e personagens, que mudam e se desenvolvem, ou que acabam piorando com o decorrer da história. Um personagem que pode ser um dos mais odiados no primeiro livro, pode se tornar seu queridinho lá no quarto ou quinto.

Entretanto, há coisas que eu preferia que o autor não tivesse descrito tanto, pois não é algo necessário. Eu não quero que ele descreva uma cena erótica a cada cinco ou menos capítulos, não estou lendo esse livro para saber o que cada personagem faz junto de um homem/mulher em particular ou na latrina, mas sim a história e o ponto principal dela. Não concordam? Se eu quisesse isso leria Cinquenta Tons de Cinza, que por sinal não tenho nenhum interesse em ler.

Essa é uma opinião minha, não me entendam mal, não quero julgar nem falar mal de ninguém que goste disso nos livros. Mas sim dizer que o autor não precisava ter colocado tantas dessas cenas, ou descrito todas elas. Se a intenção dele era ressaltar a sociedade medieval machista, ele atingiu muito bem seu objetivo. 

Mas, é claro, há muitos pontos positivos nesses livros também. Em uma de minhas pesquisas literárias, acabei descobrindo, por acaso, que para escrever A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin se inspirou e baseou sua obra na Guerra das Rosas, que ocorreu entre Yorks e Lancasters, duas famílias que, na ocasião, disputaram o trono da Inglaterra.

A estória gira em torno de Starks, Lannisters, Targaryens e Baratheon (há várias outras casas, mas essas são as principais) e a grande rivalidade existente entre todos eles. Com muito sangue sendo derramado de ambos os lados, já aviso vocês. Creio que a maioria já deve ter ouvido falar de como Martin ama matar nossos personagens preferidos, inusitadamente e de uma forma tão repentina que mal temos tempo de processar que tal personagem está morto. Portanto, estejam preparados para tudo.

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Em GoT, “tudo que é sujo e já existiu na humanidade está presente na trama: traição, incesto, prostituição, roubo, estupro, violência, crueldade, infanticídio, eutanásia, aborto.” (VEJA, 2011) E descreve, de forma bem realística, a disputa do homem por poder e dinheiro. Sem dó nem piedade.

Há algumas questões de magia, mas não como vemos em outros livros do gênero fantasia, o que, apesar de inovador, me decepcionou um pouco, pois eu esperava que se falasse mais sobre isso. Só fui ficar mais contente nesse aspecto lá pelo quinto livro. E também não se descrevem muitos lugares mágicos, comum em livros desse gênero. Tudo é mais próximo da realidade nessa série. 

Um dos aspectos que mais me admira em GoT, é a quantidade de personagens e personalidades únicas, bem diferentes uma das outras. São tantos que você demora um bom tempo para entender quem é quem, e acaba por esquecer aqueles que não aparecem muito. O autor foi realmente genial nesses pontos e na hora de criar Westeros, com milhares de características, e além disso, também um outro continente.

Os livros são divididos em pontos de vista de vários personagens. Então há aquele famoso “momento crítico” para os leitores: o capítulo termina naquele suspense, que instiga todo mundo a continuar lendo a história, e temos então de esperar passar outros tantos pdv (pontos de vista) até voltar ao daquele personagem, que está passando por uma situação extremamente importante e/ou interessante.

Perdi as contas de quantas vezes pulei os pdv de alguns personagens pra saber o que estava acontecendo com aquele outro (risos). Mas, é claro, depois eu voltava e lia o que tinha pulado, mesmo não estando muito interessada naquelas partes. Tanto que eu li o quarto e o quinto livro simultaneamente, pois os acontecimentos narrados aconteciam ao mesmo tempo (isso até a metade de A Dança dos Dragões, o quinto).

E, bem, acabou que eu terminei de ler os livros já lançados dessa série no início desse mês (Maio), e demorei ao todo, aproximadamente, três meses. Alternando, às vezes, com alguma outra leitura e dando uma pausa nessa. Porém, mesmo desanimada em alguns trechos longos e cansativos, com nada de interessante – mais uma enrolação do que outra coisaE, apesar de vários momentos um tanto desnecessários, outros irritantes e cheios de longas descrições, essa foi uma leitura que valeu a pena, pois compensou em vários outros aspectos, sendo dois deles: os personagens (os mais bem construídos que já vi em algum livro), e o contexto histórico; além de vários outros.

Então, é claro, estou super ansiosa para ler o sexto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, que, pelo que ouvi falar, será o mais chocante até agora. Como que vocês acham que vai ser?

Já leram ou assistiram/assistem GoT? O que acham?

Beijos e abraços!

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